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Topónimos

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  • Abambres

    O nome Abambres é de origem e significado obscuro, o que já é indício nada equívoco de antiguidade, aparentando na terminação um patronímico (es+ici). E, de facto, não há dúvida de que se trata do nome pessoal Abámor (Avámor), documentado no século X, pois que a forma antiga do topónimo, que também existe na freguesia de Mateus (Vila Real) é Avámores.

    Vale de Juncal – Terra de zonas cobertas de juncos, sobretudo junto ao Rio Tuela.
  • Abreiro

    O nome de Abreiro pode provir da palavra árabe "ábara", que significa entrar ou passear de um lado para o outro ou então do nome próprio Abrário, usado na Idade Média. Para o povo a origem do nome deriva de "abre-te rio", numa alusão ao rio Tua, que ali alarga as suas margens e o seu leito.

    Milhais – terrenos de abundância da cultura do milho.
  • Aguieiras

    Deriva de águia, ave que encontrava nas altas fragas e rochedos condições para a sua fixação.

    Casario – série, fileira ou agrupamento de casas.

    Cimo de Vila – a parte mais a norte de uma vila rústica.

    Corriça – lugar onde se guarda gado

    Pádua Freixo – segundo o Abade de Baçal, escrevia-se Pau de Afreixo ou Pau de Freixo e convém lembrar que no Tombo dos bens da comenda de Algoso feito em 1684, fól. 578, aparece a grafia Prade Freixo, talvez equivalente de Prado do Freixo. Esta grafia tem grande força por ter sido colhida in loco da boca do povo pelo escrivão do Tombo.

    Soutilha – souto (conjunto de castanheiros) pequeno.
  • Alvites

    O próprio topónimo da freguesia parece indicar que o povoamento deve ter sido persistente e continuado. Até ao século XIII, o patronímico Alvites, do nome pessoal Alvito, era muito usado. Segundo Barroso da Fonte, o seu topónimo parece significar “testemunho”.
    Crê-se que a antiguidade da freguesia de Alvites seja anterior à Nacionalidade, pois os topónimos locais parecem ligar-se a esta época. Segundo o Abade de Baçal, o nome próprio Alvitius já aparece na epigrafia romana ibérica.
     
    Assoreira - deriva de açor, uma ave rapace que comprova o estado selvagem do local naquela altura; existe uma Ribeira com o mesmo nome.

    Lamas de Cavalo – lama provém do arcaico "lama", que significa propriedade rústica onde terão existido muitos cavalos.
  • Avantos

    O Abade de Baçal lembra que houve na antiguidade um povo chamado Abantes, originário da antiga Trácia, mas não é fácil entender a ligação. Esse povo passou a Fócida, na Grécia, onde edificou a cidade de Abea, assim chamada em nome do seu chefe Abas. Daqui seguiu para a ilha de Eubea, hoje Negroponto, a que deu o nome de Abantis. Abante é também o nome de um capitão da armada de Eneias.

    Pousadas – sítio onde se pernoita ou descansa antes de um destino final. Segundo o Abade de Baçal, deve corresponder a aposentadoria e albergaria, ou seja, ao direito que os fidalgos se arrogavam de hospedagem em casa dos plebeus, devorando-lhe os bens e o resto. É por isso que os forais consignam a isenção de aposentadorias como conquista grandemente almejada.
  • Avidagos

    Segundo Barroso da Fonte, o seu nome deriva de Vidago, do latim vulgar vicatum, derivado de vitis (videira, vide), como Vinhago de Vinea.

    Carvalhal – terra de carvalhos.
  • Barcel

    As suas terras pertenceram à Ordem do Hospital (mais tarde foi comenda da Ordem de Malta, continuadora daquela), sendo que o nome Barcel surgiu nas Inquirições de 1258 sob o nome Barcell e Barcer. Segundo o Abade de Baçal, poderá provir de Barceo, nome que em Espanha dão a uma planta a partir da qual se fazem esteiras e cordas. Assim pensa o Abade de Baçal. Em terras de Miranda chamam-lhe barcego e dão-lhe a mesma aplicação.

    Longra – será uma adulteração de longa.

  • Bouça

    Bouça significa, no dicionário, terreno inculto. Aparece identificada no século XVII como Bouça do Nuno e no século XIX como Bouça do Nunes, genitivo de um nome próprio vulgar na Idade Média (Nunus, Villa Nuni). O terreno essencialmente destinado ao cultivo de mata e lenha, porventura para abastecimento da Ferradosa, terá suscitado o aparecimento da Bouça. O nome Bouça é frequente nos documentos medievais para indicar bosques, matas (bauzas). Butelo e bauzas eram, segundo Sampaio, parcelas de terreno destinadas à produção de mato, semeado ou espontâneo, tanto para pastarem como para cama de animais. Bouza é ainda termo usual na forma bouça, por intermédio de bouza.

    Ferradosa – deve provir de “ferro”. De acordo o Abade de Baçal virá de Ferragem, Ferragial, Ferraguinal, que nos documentos medievos aparece a designar ferra, terra sementada de ferrã para sustento pecuário, como lembrou o Portugal Antigo e Moderno. Contudo, poderá ser o mesmo que ferragosa, abundante em ferro, como opina o Padre Pedro Augusto Ferreira.
  • Cabanelas

    É provável que a designação Cabanelas tenha a ver com o diminutivo medieval de cabanas. O toponímico Cabana é muito frequente no distrito de Bragança, bem como o sufixo elo, ela junto a esta e outras palavras, como Covelas (cova+elas), Soutelo (souto + elo), etc. A par deste diminutivo aparece-nos também outro em ó, ô, ol e olá, como Mosteirô, Grijó (de igrejola), Eirol, Eiró e Eirol.

    Chelas – provém do arcaico “chaella”, do qual se infere sentido topográfico. De acordo com o Abade de Baçal, na sessão da Academia das Ciências de 12 de Junho de 1913 e seguintes levantou-se grande discussão a propósito da palavra Chela, em que entraram os mais distintos filósofos portugueses. Nos documentos medievais aparece chela significando novelo de seda, e depois, na linguagem comercial indo-portuguesa, tecido de seda ou algodão de tecitura e tintura especial e mesmo qualquer roupa, como se vê de Diogo do Couto em Diálogo do soldado prático. O académico José Joaquim Nunes lembrou que chelas viria do latim planella, e o mesmo fez depois Leite de Vasconcelos. Embora exista na linguagem indo-europeia a palavra chela significando tecido ou qualquer roupa, é mais natural que o nome Chelas da povoação bragançana provenha dos toponímicos chã, chana, chanela, chaela, etc, frequentemente usados.

    Valongo das Meadas – Vale longo em que o determinativo “das meadas” tem valor local mas o sentido não é claro, podendo provir de um arcaísmo referente aos salgueiros que proliferavam no local.
  • Caravelas

    Não parece que esse nome esteja ligado ao mar por estar tão afastado. Antes provirá dos toponímicos Carva, Carvas, tão frequentemente correntes para designar pequenas matas de carvalheiras entremeadas de pascigueiros.

  • Carvalhais

    Carvalhais poderá significar as terras de carvalhos. Carvalhal também é uma variedade cultural de peras e o nome de uma família.

    Contins – teria origem germânica, segundo alguns estudiosos. Para outros, deve ser o patronímio do nome pessoal Cottinus, diminutivo de Cottus, um provável repovoador. De acordo com o Abade de Baçal, virão de Gontinus, is, pela fácil conversão do g em c, muito frequente na nossa documentação medieval. Gontina, como nome de mulher, aparece num documento de 1199, citado por Viterbo. É para notar a circunstância destes nomes se aplicarem a rios ou a povoações situadas nas suas margens.

    Vilar de Ledra – seria um dos “villares” velhos da terra de Ledra.

    Vila Nova das Patas – era uma villa territorial agrária.
  • Cedães

    É um genitivo, em “anis” de um nome pessoal indicando uma “villa” rústica anterior à Nacionalidade.

    Vila Verdinho - encaixada no meio da montanha, tendo por companhia as fragas e as enormes manchas de sobreiros, aglomera se mais, protegendo se uns aos outros. Não deixa, contudo, de ser típica e bem rural, com as casas a condizer, protegendo a boa relação meio ambiente. Chamada também "aldeia melhorada transmontana", tem uma sinuosa e íngreme estrada de acesso por entre matas de sobreiros, campos de vinhas e olivais, a partir do cruzamento que deixa a estrada Mirandela/Bragança e onde estão os casarios da Quinta dos Meneres Pimentel. Parece uma aldeia construída em maquete para um museu vivo de Trás os-Montes. O verde predomina.
  • Cobro

    Cobro que foi Colubro poderá indicar que nessa terra, em tempos longínquos (quando o sítio era apenas uma quinta medieval), terá aparecido uma cobra de grandes dimensões. Mas há quem fale na palavra «cobro» associada ao verbo cobrar, surgindo ligada aos impostos pagos pelo povo aos senhores das terras na Idade Média. Seria até um imposto pago através de uma porção de carne de porco.
    O Abade Pedro A. Ferreira entende que «Cobro» e «Cobrosa» não são mais do que formas arcaicas de «Sobro» e «Sobrosa», enquanto termos que identificam terra de sobreiros.
  • Fradizela

    Nas Inquirições de 1258, aparece escrita com o nome de “Fradezela”. Pensa-se que o seu topónimo anda ligado a doações que devem ter feito aos mosteiros e conventos : Fratissela é uma pequena Fratissa ou familiar de algum mosteiro (ou frade?). No sítio chamado Coutada tinha bens a Ordem do Hospital.
    Segundo o Abade de Baçal, Aparecer como Fradezela nas Inquirições de 1258. Nos documentos monásticos dos séculos X e XII aparecem seculares que doavam os seus bens a algum mosteiro, igreja ou casa religiosa, passando ao serviço do mesmo, debaixo da obediência do seu prelado, ou ficavam em suas casas como caseiros do mosteiro. Eram conhecidos pelos nomes de Oblatos, Ofertas, Confrades e Familiares, e as mulhers pelo de Fradas ou Fratissas. Fradizela vem, pois, de Fratissela, pequena fratissa de algum mosteiro.

    Ribeirinha – ribeira de reduzidas dimensões.
  • Franco

    O nome derivará dos Francos, povo germânico que terá dado para o primeiro povoamento da localidade na época da reconquista cristã, sendo que Franco é muito mencionado nas Inquirições mandadas efectuar por D. Afonso III, em 1258.
    Contudo, segundo Barroso da Fonte, poderá advir de “franquia” ou até mesmo de “franqueza”.
    Para o Abade de Baçal, Franco é apelido bem conhecido e já o era no século XI, em que um Adrianus Francus serve de testemunha; porém, aqui talvez provenha de alguma colónia de franceses. Nenhum facto histórico conhecemos que autorize tal conjectura, além do geral referente a muitos franceses que se fixaram em Portugal nos primórdios da monarquia. Franco é apelido nobre em Portugal.
  • Frechas

    Relaciona-se provavelmente com os Celtas que, conhecendo a cultura do ferro, ensinaram os autóctones a fabricar armas de arremesso e defesa, chamadas «flechas» ou «frechas».

    Cachão – represa de água no rio.

    Latadas – uma latada é uma grade de ripas para segurar parreiras e plantas trepadeiras e tem a ver também com latas.

    Vale da Sancha – a Sancha seria uma senhora rica da localidade.
  • Freixeda

    Provém de Fraxinetum que derivou para Freixeda, Freixedo ou Freixeneda, ou seja, terra de freixos. Existe aí uma figura muito típica, que os habitantes afirmam ser a Freixeda, atribuindo significado patronímico à sua origem. É uma cara/face esculpida em pedra, que se encontra na parede de um quintal ao descer a Rua das Fraguinhas. Dizia-se Freixeeda nas Inquirições de 1258.

  • Lamas de Orelhão

    O nome Orelhão surge ligado a lendas sobre um rei árabe e deverá ter origem no nome pessoal romano Aurelianus, o qual vem de Auris, palavra latina para orelha. Lama quer dizer propriedade rústica. Segundo a mitologia popular, Lamas de Orelhão tomou o nome do Rei Orelhão, que tinha uma orelha de burro e outra de cão.

    Fonte da Urze – fonte onde existia uma planta chamada urze da família das Ericácias.
  • Marmelos

    Seria terra de marmelos (fruto)?

  • Mascarenhas

    D. Sancho I doou a Estêvão Roiz, valente cavaleiro que acompanhou o rei em todas as frentes de combate, essas terras, as quais tomou por apelido, sendo ele mais conhecido por cavaleiro de Mascarenhas. Há um Solar de Mascarenhas nessa localidade.

  • Mirandela

    Atribuída pelo Rei D. Dinis, é admissível que a designação derive do diminutivo de Miranda. O nome de Mirandela poderá ter derivado de Miranda, a que se acrescentou o diminutivo Ela. "El Rei D. Dinis lhe mandou dar o nome de Villa de Mirandella, diminutivo de Miranda", tudo indicando uma analogia, já que Miranda do Douro está sobranceira ao Douro, como Mirandela, em certa medida, ao Tua. É uma explicação que o padre Ernesto Sales recusa, e aponta cinco povoações com este nome na Península Ibérica: duas em Portugal que são a cidade de Mirandela e a aldeia de Mirandela na freguesia de Bire, concelho de Paredes, e três de Espanha, uma na Províncias de Corunha, outra em Lugo e outra na diocese de Badajoz. Quanto à grafia da palavra "Mirandela" surge de diversas formas: mirãdela, mirãdella, mirandela, mirandella, miramdela, Merendela (nos livros de Chancelaria de D. João III), Myrandela (nas Inquirições de d. Afonso III) e até Mirandelha (no livro 2 de Direitos Reais). Mirandela tem as suas origens bem longínquas, perdendo se no tempo, mas situando se em épocas pré históricas, provavelmente contemporâneas dos primeiros homens na terra.
    A povoação foi, segundo Nicolau Sandão, o local da cidade romana de Caladunum, tanto mais que foram encontrados vestígios desta no Monte de São Martinho, onde a localidade foi fundada por D. Afonso II e á qual D. Afonso III atribui Carta de Foral. Em 1250, D. Dinis determinou a transferência da vila para o cabeço de São Miguel e outorgou-lhe novo foral – encarregando os habitantes de construir um castelo com muralhas e alcáçova – e, como se referiu, atribuindo-lhe o nome que mantém.

    Bronceda – segundo o Padre Ernesto de Sales, significa brenha, matagal ou silvado.

    Choupim – zona de choupos.

    Freixedinha – zona de freixos pequenos.

    Golfeiras – um golfão é um nome vulgar a algumas plantas aquáticas de flores brancas, amarelas ou azuis também chamadas de golfo ou nenúfar.

    Vale de Madeiro – vale onde proliferam troncos grossos de madeira.
  • Múrias

    Múria provém do latim muria que significa sal-moura ou água salgada mas também quer dizer «por via culta». Mas não será esse o significado. Tendemos mais para a explicação do Abade de Baçal que o identifica com abelhas ou cortiço de abelhas.

    Gandariças – provirá de gândara (terreno despovoado mas coberto de plantas agrestes; charneca ou terreno arenoso e pouco produtivo)?

    Regodeiro – De acordo com o Abade de Baçal, virá de Reguadeiro, que no século XIV aparece em documentos com a designação de «arrecadador, recebedor, oficial da arrecadação de alguns direitos reais».
  • Navalho

    Pode relacionar-se com nabal (plantação de nabos).

  • Romeu

    Topónimo que parece nome pessoal talvez de um possessor pré-nacional ou pelo menos alcunha que encontramos no século XII usada por dois préceres de Ribadouro, Paio Peres e Paio Soares, avó e neto. O segundo era conhecido por Paio Soares «Romeu», filho de uma dona bragança, D. Urraca Mendes de Bragança, de estirpe dominante em Ledra.
    Segundo o Abade de Baçal, pode vir de Romeus, nome próprio de homem. Romeu, como apelido, encontra-se em Os Livros de Linhagens. É bem conhecido o Romeu e Julieta do célebre dramaturgo Shakespeare. Virá Romeu do espanhol, onde significa alecrim?

    Vimieiro – terreno onde crescem vimes.
  • São Pedro Velho

    Nome ligado ao orago da localidade.

    Ervideira – grande quantidade de erva?
  • São Salvador

    Nome ligado ao orago da localidade.

  • Suçães

    O topónimo Sucçães talvez seja de origem antroponímica, significativo da existência de uma propriedade rústica anterior à Nacionalidade, “villa” ou análoga, cuja origem se prenderá presumivelmente com aquelas fortificações. Nas inquirições de 1258 chamava-se Suxães.

    Eivados – eiva é uma falha ou rachadela em vidro ou louça.

    Eixes – um eixe é usada para animar os bois.
  • Torre Dona Chama

    A tradição popular diz ter habitado num morro a nordeste da povoação, num castro luso-romano (onde foram encontrados utensílios de cobre, bronze e cerâmica) a princesa moura Dona Chama, de que resultou o nome da povoação.
    Existindo já antes da Formação de Portugal, este nome de Torre de D. Chama evidencia claramente a sua indicação de uma "Torre", e uma senhora local "Dona" do lugar, que se chamava "Chama ", proveniente de "Flamula" que deu "Chamôa" e depois "Chama". Esta ligação de palavras é tão identificativa, que existe uma lenda local que nos mostra a relação dessas palavras com clarividência. O Dicionário Geográfico do Reino de Portugal vol. 37, folhas 73, assim o indica. (ver lendas). Nas chancelarias medievais surge com a designação de: Turris de Domina Flamula. Já no século XIII , no Foral de D. Dinis, aparece com o nome de Torre de Dona Cliâmoa. Alguns historiadores indicam até uma certa coincidência com a lenda atrás transcrita, que uma nobre dama, Dona Châmoa Rodrigues, que ali teria vivido pelo ano de 960, e por isso consideram na a fundadora da localidade. Tem vastos achados arqueológicos, e vestígios que ainda hoje podemos testemunhar no local como o monumento tipo berrão "a Ursa" de pedra junto ao Pelourinho que nos fazem pensar em povoamento muito remoto. No Monte de S. Brás existe uma ermida àquele santo, cuja capela está rodeada dos restos da muralha de um forte Luso romano. Pensa se que o próprio culto de S. Brás tenha sucedido após a ruína de um outro templo pré existente, a outro culto (talvez Santa Maria que é o orago local).

    Guide – Estará relacionado com rio já que perto passa o Rio Tuela.

    Mosteiró – mosteiro pequeno.

    Quinta do Seixo – um seixo é uma pedra lisa, dura e de pequeno tamanho.

    Vilares – no singular significa lugarejo ou aldeola.
  • Vale de Asnes

    Nas inquirições de 1258, Vale de Asnes surge com o nome de Vallis de Asinis, o que leva a crer que a origem do seu nome se deve ao facto de aí existirem imensos asnos, provavelmente selvagens.
    Escrevia-se Valdasnes no Portugal Sacro e Profan, Val d´Asnes no Dicionário Corográfico do reino de Portugal, por Agostinho Rodrigues de Andrade, Vale de Asinis nas Inquirições de 1258. Viterbo cita um documento de 1173 em que Asno aparece como nome próprio. Vir´daqui o nome à povoação ou será, como tantos outros, um topónimo tirado dos animais citados? Pergunta o Aba de Baçal.
    Asina ou Asna foi apelido da célebre família romana Cornélia, começada em Cornélio Cipião. Asínio Polion viveu no tempo de Augusto e foi cônsul e orador distinto, bem como o seu filho Asínio Galo.

    Cedainhos – pequenas vilas rústicas (?).
  • Vale de Gouvinhas

    O nome suscita discussão entre os especialistas mas poderá derivar do nome de uma pessoa, como seja o apelido «Gouvinas» ou «Gaudinas», que surge nas Inquirições de D. Afonso II (1220). Mas não de descartar a hipótese de ser de origem visigótica, ou seja, de «Gauda». Em 1150, figura na cúria de D. Afonso Henriques um Pedro Goubina que tem um sobrenome relacionável com o topónimo da freguesia. Por outro lado, o étimo pode ser o patronímico “Gaudilaci”, do nome pessoal Gaudila, através da forma “Gouvias”, evolução fonética normal daquela e na qual podia perfeitamente dar-se a nasalação.
    Segundo o Abade de Baçal, deve vir do nome próprio de Gouvinas, que aparece nas inquirições de el-rei D. Afonso II tiradas em 1220. Elvira Gouviaz figura como vendedora noutro documento.

    Quintas – terra de quintas.

    Valbom Pitez – O topónimo, na sua configuração singular, deve ser da Idade Média e até dos primeiros tempos da Nacionalidade. No século passado dizia-se Valle de Boa Petriz. O nome pessoal Boa era ainda muito usado do século XII para o XIII. O topónimo Valle de Boa Petriz, apesar do arcaísmo do último elemento, nada tem de singular, porque é do tipo vulgar transmontano como se nota em Vale da Madre ou Vale da Sancha. O termo valle pode não ser propriamente topográfico, mas designar a propriedade rústica dessa talvez dona Boa Petriz, como sucede em topónimos congéneres.

    Vale Maior – vale enorme.
  • Vale de Salgueiros

    Terra de salgueiros.

    Miradezes – pode relacionar-se com Mirandelenses, Mirandeses, Mirandezes e com desnalização daria Miradeses.
  • Vale de Telhas

    Localidade que terá sido um dos povoados de Pinetum (a avaliar pelos seus milinários, lápides e ruínas), Vale de Telhas deverá explicar o seu nome com a situação geográfica e o facto de então ser um centro de produção de telhas e outros objectos de cerâmica.

  • Valverde da Gestosa

    Seria uma localidade marcada pela paisagem verde.

    Quinta de S. Silvestre – São Silvestre era natural de Roma, foi papa e governou a Igreja de 314 a 355 d.C, ano em que morreu, exatamente no dia 31 de Dezembro.
  • Vila Boa

    O seu povoamento deverá ser anterior ao século XII, numa “villa” agrária originária da “cividade” de Monte Orelhão.

  • Vila Verde

    Trata-se de uma antiga vila dedicada à agricultura. O termo verde vem do facto de, na época da reconquista cristã e repovoamento da nossa região, se encontrar totalmente coberta de vegetação e em estado de abandono.


Fontes de informação:

  • Conheça a Nossa Terra – Mirandela, de Virgílio Tavares;
  • Bronceda, Uma Aldeia Transmontana, de José Fernandes e edição da Junta de Freguesia de Mirandela;
  • Dicionário Enciclopédico das Freguesias, de Minha Terra;
  • Dicionário dos Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte;
  • Dicionário dos Nomes das Terras, de João Fonseca;
  • Guia Turístico de Mirandela, Edição da Câmara Municipal de Mirandela;
  • Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, de Abade de Baçal;
  • Mirandela, Apontamentos Históricos, de Padre Ernesto Sales;
  • Presidentes de Juntas de Freguesia do Concelho

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