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Confraria de N.ª Sr.ª do Amparo

História remota da Confraria, Capela e dos Nichos de Nª Srª. do Amparo

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15 de Julho de 1726

Primeira notícia que se conhece sobre os nichos. Francisco Vaz Veloso, mestre de Alfândega da Fé, e João Fernandes, mestre pedreiro de Mirandela, informam a Câmara Municipal de Mirandela da necessidade de efectuar reparações urgentes na ponte velha. 

1792

Efectuam obras importantes de reparação da ponte sob a direcção de D. Alexandre de Macedo Soto Maior Muito Nobre. Esse fidalgo manda embutir na parte inferior dos nichos de Nª Srª do Amparo e de Nº Srº dos Aflitos um mealheiro reforçado por guarnições de ferro. O dinheiro era arrecado pelo tesoureiro da câmara.

Mais tarde foram colocados dois anjos de folha de ferro e chumbados ao lado dos nichos empunhando lampiões que à noite se acendiam.

20 de Julho de 1794

O juiz de fora, António Pinto Ribeiro de Castro ordenou a realização de uma festa em louvor de Nª Srª do Amparo que constou de missa solene, com a exposição do S.S. Sacramento, sermão e procissão. Na véspera houve fogo de artifício mandado vir expressamente do Porto.


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1798

Com as esmolas foi dourado a altar de Nª Srª do Rosário, na Igreja Matriz, foram comparticipadas as obras da Fonte dos Ciprestes, no Tanque, foi mandada reparar a Capela de São Sebastião e foi feito um resguardo de madeira para o relógio municipal. Foram também gastos 34$000 réis numas cantarias destinadas a reparar o nicho de Nª Srª do Amparo.

1809

Foi encarnada a imagem de Nª Srª do Amparo.

1811

Numa reunião da mesa da confraria, deliberou-se representar a Sua Majestade pedindo que à irmandade do S.S. Sacramento da vila de Mirandela fosse confiado o culto de Nª Srª do Amparo, bem como a administração das esmolas dos mealheiros dos nichos, tendo a câmara, onde servia de presidente o vereador José Pereira Pinto do Lago, sido favorável à pretensão.

imagem12 de Agosto de 1811

Foi recebida em Mirandela uma provisão régia pela qual se concedia à referida irmandade do Santíssimo o poder de aplicar as esmolas ao culto do Divino Sacramento e à veneração de Nossa Senhora do Amparo, reservando-se à câmara a administração indirecta. 

Assistiam à abertura dos mealheiros o Juiz de fora, o vereador mais velho, o tesoureiro do concelho e o tesoureiro da confraria.

18 de Dezembro de 1816

O provedor da comarca, Francisco António Ribeiro de Sampaio, através de um provimento, confiou à confraria do Santíssimo, a exclusiva administração das esmolas dos mealheiros, ficando a câmara desobrigada da assistência de um representante á abertura dos mealheiros. 

13 de Junho de 1852

O Juiz da irmandade, Júlio César da Fontoura, propôs que os saldos se acumulassem para dar início à construção de uma capela, desejo da irmandade e de todos os mirandelenses.

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25 de Fevereiro de 1855

D. Maria Josefa de Mesquita de Meneres e seu filho José Maria de Sá Lemos cederam à confraria do Santíssimo um terreno que era da capela do Taborda (Capela de Nª Srª da Conceição), com os seus rócios, no sítio da Quinta da Rocha.

8 de Março de 1855

António Caetano de Morais Pinto
 e sua mulher deram vinte varas de terreno no fundo da cortinha de baixo, a contar desde a canelha (estreito, pedregoso e íngreme caminho que do areal dava acesso ao adro superior da actual capela, e à beira do qual se erguiam várias cruzes de granito para a via-sacra) em direcção à ponte, para o escadario e adro inferior da capela.

19 de Março de 1855

Foi instalada, nos Paços do Concelho, uma comissão previamente eleita pela irmandade do Santíssimo para tratar da edificação da capela. Era formada pelos seguintes elementos:

Francisco Inácio de Cid Melo e Castro (Presidente);
João Baptista Marques Pinheiro (Secretário);
José António Nunes de Andrade (Tesoureiro);
João Diogo de Azevedo Pimentel;
Reitor António Gomes Casimiro;
João António Alves de Carvalho e Silva.

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29 de Agosto de 1858

Até então, angariaram-se poucos recursos, empregues em corte de granito e arranque de alvenaria; um dos maiores beneméritos foi o Padre Miguel Joaquim Gomes Pereira.

A mesa da irmandade deliberou pedir esmolas de pão ou dinheiro em todas as povoações do concelho, repartindo este serviço pelos irmãos que voluntariamente se ofereceram para o desempenhar. Notabilizou-se nesse peditório o Padre Gaspar Luís de Sousa. 

Junho de 1859

Começaram a levantar-se as paredes da capela.

4 de Setembro de 1859

Foi dissolvida a mesa da irmandade e nomeada uma comissão com cinco membros:

Padre Miguel Joaquim Gomes Pereira (Presidente);
Padre Gaspar Luís de Sousa;
José Silvério Rodrigues Cardoso;
Dr. António José Miguel do Carmo Rodrigues;
Lourenço Joaquim de Moura.

Padre Miguel Joaquim Gomes Pereira conseguiu que o altar da  Capela de Santo António, pertencente à sua família, fosse cedido gratuitamente para a nova capela em construção.

 

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22 de Julho de 1861

O Reverendo, Pároco de Mirandela, António Gomes Casimiro, procedeu à benção da Capela de Nª Srº do Amparo, cuja missa foi celebrada pelo Reverendo PadreMiguel Joaquim Gomes Pereira.

30 de Julho de 1861

O governador do bispado, João José Martins, concede provisão de licença para na nova capela se celebrarem ofícios divinos.

 

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Primeiro Domingo de Agosto de 1861

Realizou-se uma festa que atraiu inúmeros fiéis e devotos, a quem foram distribuídas estampas de Nª Srª do Amparo que a comissão mandou imprimir.

1864

Dá-se início à construção da Casa dos Milagres, concluída apenas vinte anos depois.

1877

Devido aos trabalhos de alargamento e alteamento da ponte realizados pelo Ministério das Obras Públicas, os nichos existentes a meio da ponte foram apeados e desapareceram.

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24 de Abril de 1887

Após decisão da mesa da irmandande do Santíssimo, de que era juiz Albino Luís Mendo, de construir outros nichos, foram inaugurados à beira da estrada real, na margem direita do Rio Tua, perto da entrada da ponte dois nichos, um de Nº Srª do Amparo e outro de Nº Senhor dos Aflitos. 

A benção solene foi realizada pelo Bispo de Bragança, D. José Alves Mariz.

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Anos imediatos

Foram efectuados outros melhoramentos, tais como a vedação do adro inferior e o alargamento do adro superior, graças à acção e ao empenho de Albino Luís Mendo, Juiz da Confraria, e José Joaquim Pereira de Sales, secretário da Confraria.

Mais tarde foram construídas casas quadrangulares de cada lado do adro superior que se destinavam a capelas.

Fonte: «Mirandela - Apontamentos Históricos» de Padre Ernesto de Sales

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